quinta-feira, 11 de junho de 2009

Video locativa - Até a rainha?

A rainha Elizabeth, da Grã-Bretanha, está aderindo à geração do YouTube.O Palácio de Buckingham anunciou que este ano a monarca, de 81 anos, postou sua mensagem tradicional do Natal - normalmente transmitida pela televisão - também no YouTube.Ao mesmo tempo foi lançado no YouTube um novo canal, o Royal Channel, no qual os internautas poderão ver a primeira transmissão natalina da rainha, em 1957, e outras imagens de arquivo da família real britânica e seus eventos.É dito que a rainha está sempre ansiosa para empregar novas tecnologias, a fim de alcançar um público mais amplo e diversificado. Ano passado, sua mensagem de Natal tambem foi divulgada como podcast.Em sua primeira transmissão natalina, 50 anos atrás, Elizabeth falou com enorme entusiasmo sobre o advento da televisão."Espero profundamente que este novo meio de comunicação torne minha mensagem de Natal mais pessoal e direta", disse ela. "O fato de que é possível para vocês me verem hoje é mais um exemplo da velocidade em que as coisas estão se transformando à nossa volta."A mensagem da rainha Elizabeth costuma ser acompanhada de perto, todos os anos no Natal, por milhões de britânicos e habitantes de países pertencentes à Comunidade Britânica.O Palácio de Buckingham revelou esta semana que a rainha gosta de se afastar do restante da família no dia de Natal e assistir à mensagem gravada, sozinha, avaliando por conta própria qual é a impressão que está causando.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mídia Locativa

[Mídia Locativa] conjunto de tecnologias e processos info-comunicacionais, cujo conteúdo da informação está diretamente associado a uma localidade (wikipedia).

Artigo extra: http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/andrelemos/midia_locativa.pdf

[Projeto Loca] "We are currently experiencieng difficulties monitoring your position: please wave your network device in the air."
Será que tem alguem me seguindo? :P


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Paulo Oliveira e Felipe Nanni

As quatro funções das mídias locativas



Utilizados para agregar conteúdo digital a uma localidade, entre os artefatos sem fio mais conhecidos estão telefones celulares, GPS, laptops e palmtops em redes Wi-Fi ou Wi-Max, Bluetooth e etiquetas de identificação por rádio frequência, RFID, quase sempre associados a atividades de monitoramento, mapeamento, vigilância, localização, geoprocessamento (GIS), anotações ou jogos.
Dessa forma, observamos que o incentivo aos processos de criação, pelas mídias pós-massivas, dos chamados territórios comunicacionais (espaços híbridos de controle eletrônico-informacional e físico), bem como a transformação dos espaços urbanos e da vivência nas grandes cidades, que caracterizam a condição de ciberurbe, se dá por meio de quatro funções básicas das mídias locativas de realidade aumentada, mapeamento, geolocalização e anotações urbanas. Relacionado a isto, ainda podemos citar, como exemplo, os wireless mobile games, que são jogos realizados nos espaços urbanos e que agregam várias funções das mídias locativas.


Realidade móvel aumentada
Conhecido tipo de hiperlinkagem, no qual as informações sobre um determinado local podem ser visualizadas em um dispositivo móvel, aumentando a informação em tempo real e de forma mais específica.

Mapeamento e monitoramento de movimento
Através de dispositivos móveis, é possível um tipo de mapeamento e monitoramento do espaço urbano, podendo assim se construir um percurso específico.

Geotags
Uma das suas possibilidades é a localização de lugares em mapas mundiais, já que seu objetivo é agregar informação digital em mapas, que podem ser acessados através de dispositivos móveis.

Anotações urbanas
Utilizando celulares, palms, etiquetas RFID ou redes bluetooth para indexar mensagens (SMS, vídeo, foto) a lugares, tornam-se possíveis formas de apropriação do espaço urbano a partir de escritas eletrônicas.

Emma Ota

Apresentação de Emma Ota "Inaccurate Coordinates"
Essa é a foto comentada por Karla na aula de hoje... foi retirada do blog dela!<>

Lílian e Milena

TEATRO INVISIVEL

Visualização de dados para entender o mundo x Midia Locativa

Luciana

terça-feira, 9 de junho de 2009

こちらは「midiatatica.org」です。

Andrea Dip

O ciberativismo também serve para organizar inusitadas manifestações políticas e culturais “ao vivo”.

Um homem beirando os 30 anos de idade, supostamente representante do Gatt (acordo geral sobre tarifas e comércio internacionais), dá uma palestra sobre indústria têxtil para cerca de 180 PHDs em economia, na Finlândia. Após dizer que Gandhi era um individualista de atitudes marqueteiras e que a escravidão na Índia deveria ter continuado – a um público atento, é importante frisar –, o homem finaliza com a solução para a economia do ramo: “A tecnologia moderna nos trouxe uma ótima ferramenta para monitorar as condições de trabalho no Terceiro Mundo. Para termos certeza de que as crianças estão trabalhando bastante na produção de tecidos e ficarão cegas quando chegarem aos 15...”. Puxa seu terno preso na verdade por velcros e se torna o “Supercapitalismo”, um herói dourado dotado de um enorme falo com uma microtela de televisão na ponta, onde se vêem crianças nas linhas de produção da Índia. “Poderemos monitorar de perto nossos investimentos”, conclui o portador do arrojado big stick.

Essa cena, apesar de ter acontecido em uma palestra no mundo real, para PHDs de carne e osso na Finlândia, foi organizada por um grupo ciberativista (ativismo pela Internet) chamado Art Mark, que, por exemplo, copia sites oficiais ligados a corporações, empresas financiadoras da guerra, governos fascistas etc. e insere neles informações falsas e/ou absurdas. Quando alguém digita o endereço do site oficial (da empresa/corporação) na Internet, cai na página deles e assim eles são chamados para conferências e eventos, em nome das corporações “clonadas”. “Eles vendem ações e com o dinheiro financiam atos subversivos”, diz o americano radicado na Holanda Derek Holzer, membro do Next Five Minutes, precursor do conceito de mídia tática – o apelido desse tipo de ativismo.

A expressão mídia tática nasceu nos anos 90 e seu fundamento básico é o “faça você sua mídia”. A idéia é que as minorias, artistas de rua, dissidentes políticos e comunidades alternativas tenham voz através de fanzines, web rádios, intervenções teatrais e principalmente do ciberativismo. As causas variam conforme cada coletivo, mas há consensos como a democratização da informação, o copyleft (“esquerda autoral”, livre reprodução de textos, imagens e sons), a politização da arte e, claro, o boicote ao capitalismo e neoliberalismo. “Antes se falava da massa lutando contra a classe dominante. Hoje, você pode militar na causa anarquista, comunista,gay. É heterogêneo”, diz Ricardo Rosas, da coordenação do evento que reuniu cerca de trezentas pessoas em São Paulo no mês de março.

Segundo Derek Holzer, a mídia tática procura formas criativas de militar. “O discurso marxista é chato, cansa as pessoas. Deve-se achar uma nova forma de passar essas idéias”, diz o adepto da netart, movimento formado por intelectuais e artistas que prega a democratização e politização da arte. “Um grupo copiou um museu virtual da Alemanha de visitação on-line paga e distribuiu CDs de acesso em metrôs, nas ruas etc. O interessante é a prefeitura de Hamburgo ter financiado a subversão!”, se diverte Rosas.

Há muitos coletivos que trabalham a mídia tática no Brasil: a Rádio Muda, de Campinas; a LSDiscos, produtora de novas bandas que grava os CDs em computador caseiro; o grupo de videoartistas composto pelos núcleos A Televisão não Será Televisionada, Bijari e Brócolis, que produzem VHS, os disponibilizam na Internet, e promovem mostras nada parecidas com as dos grandes centros culturais. Há grupos como os Confeiteiros Sem Fronteiras, responsável pela torta na cara de José Genoino, e os que lavam chão em Brasília com água e sabão para “limpar a sujeira da corrupção”. O grupo ciberativista mais conhecido no Brasil é o Centro de Mídia Independente. Versão nacional do Indimedya, o CMI é responsável por um site de notícias 24 horas, alimentado por denúncias, textos e fotos de livre reprodução (copyleft) enviados de forma voluntária do computador caseiro do navegante. Também implanta computadores ligados à rede na periferia e em assentamentos do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), engajados no trabalho de inclusão digital. Perguntei a Pablo Ortellado, do CMI, em quanto tempo se montaria uma manifestação usando apenas a Internet, da organização à convocação. Ele diz que raramente isso funciona.

“Já aconteceu em emergências como no assassinato de Carlo Giulianni em junho de 2001. Através das listas, em 24 horas trezentas pessoas se mobilizaram e bloquearam o consulado italiano em São Paulo, em protesto”, diz Pablo, referindo-se ao jovem assassinado pela polícia em uma manifestação contra o G-8 em Gênova. A rede oferece muitas oportunidades aos aspirantes à subversão. É anônima, rápida, nada é ultra-secreto por muito tempo – sempre há um hacker revelando câmaras de segurança e descobrindo senhas, infernizando a vida dos big brothers.

O leitor pode estar se perguntando o que há de diferente nisso tudo, além do nome bonito e do lado tecnológico, se o fim ainda é o mesmo. Talvez o questionamento da informação “pronta para o consumo”, seja ela jornalística publicitária ou política. Ou a quebra do monopólio da comunicação, incentivando as pessoas a expressar suas idéias de forma criativa independente de seu status social ou intelectual. Talvez a desmistificação da própria mídia independente que muitas vezes se restringe a uma “elite pensante”. Na mídia tática é o questionamento dos meios que justifica seus fins.

Derek e o Next Five Minutes

Ele se diz um americano que fugiu da cultura hambúrguer e Coca-Cola para trabalhar em uma rádio livre no Camboja, antes de ir para a Holanda produzir o maior festival da mídia tática, o Next Five Minutes. A entrevista foi feita em um boteco nas proximidades da avenida Paulista.

Andrea Dip - No Brasil, a maioria não tem acesso à Internet. Você acha que esse encontro em São Paulo terá impacto, ou vai se fechar nele mesmo?

Derek Holzer - Vi alguns projetos on-line, como o Centro de Mídia Independente e outros projetos de Internet, mas o que mais vi foram DJs, pessoas fazendo intervenções nas ruas, vídeos, rádios independentes. Essa é a forma como a mídia tática trabalha no Brasil. Não confunda mídia tática com webmídia. Meu trabalho não é vir aqui e dizer para as pessoas virarem ciberativistas, e que com isso vamos mudar o mundo. O computador é apenas uma caixa cheia de circuitos, não fará nada se você não colocar o mundo real dentro dele. Os computadores são ótimos para divulgar informações, mas é preciso ir às ruas para ter um efeito real. O ciberativismo é muito bonito, muito poético, mas tem de ter algum efeito físico, algo tem de acontecer com seu corpo, sua voz, algo que as pessoas possam ver.

Andrea Dip - Como a mídia tática vem da classe média, ela teria condições de competir com a mídia de massa?

Derek Holzer - Vou repetir que mídia tática não é Internet. Mídia tática é diálogo direto, sem mediação de alguém com poder ou influência.

Andrea Dip - Mas isso acontece?

Derek Holzer - Espero que sim! Há mais televisões no mundo do que computadores, mais telefones que televisões e mais rádios que telefones. Então, o rádio é a melhor maneira de transmissão de idéias, principalmente se você lida com pessoas de pouca cultura. Mas sem dizer: "Agora! Para as ruas! Revolução! Vamos tomar os meios de produção!" Todos esses slogans marxistas são cansativos; é preciso encontrar formas mais criativas de conscientizar. Minha expectativa é que o rádio possa se tornar mais interativo, mais pessoas se envolvam em rádios comunitárias.

Andrea Dip - Há pessoas achando que não é possível haver mídia independente, porque é preciso o dinheiro do capitalismo. Logo, a mídia independente dependeria do capitalismo. Qual sua opinião?

Derek Holzer - Vou voltar um pouco nessa pergunta: ontem li dois ensaios falando sobre uma exposição de arte na Alemanha. Uma pessoa dizia que não gostava como a mídia tática está tornando a arte didática. A outra era uma ciberfeminista de Los Angeles. Ela dizia que essa cultura era feita usando máquinas feitas por mulheres pobres do Terceiro Mundo e, se você tem um laptop de 2.000 dólares, está apoiando uma empresa, mesmo usando o laptop para trabalhar contra ela. Você comprou dessa empresa! Um dos propósitos da mídia tática é usar as ferramentas daquele que você combate contra eles. Usar os press releases, usar as ferramentas da biotecnologia... Há engenharia que trabalha sementes biogenéticas para destruí-las, por exemplo. Essa é a grande diferença entre a maneira como os ativistas estão trabalhando agora e a maneira como sempre trabalharam, que era mais utópica, criando comunidades alternativas onde eles trabalhavam sozinhos para fazer a sua idéia de sociedade acontecer. Essas iniciativas, se não acabaram, foram cooptadas pelo sistema, ou viraram guetos. Quanto a quem paga, essa é uma pergunta antiga e nada fácil. Muitos ativistas que conheço, especialmente os americanos, são de famílias muito ricas e seus pais os sustentam. Na Europa, muitos países financiam seus artistas para apoiar o que acham que é cultura. O N5M teve bastante apoio do governo, nunca precisamos ir atrás de patrocínio comercial. Uma das razões que me fizeram sair dos EUA é que era impossível fazer mídia fora de uma atmosfera comercial, todo mundo que eu conhecia trabalhava como designer gráfico durante o dia e à noite era ativista usando o dinheiro ganho no emprego.

Fonte: Caros Amigos nº 75 (junho de 2003)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

ciberativismo

ciberativismo
Uma ação ciberativista propõe lutar contra o bloqueio de blogs em escolas, faculdades e empresas. A campanha, fomentada pelo blog Informação Virtual, busca conscientizar os administradores das redes destes espaços para a relevância dos blogs para o conhecimento e diversão.
A idéia é escrever post sobre a temática e espalhar na rede, objetivando minimizar os bloqueios dos blogs e alertar sobre esta prática. Em tempo de “Web 2.0″, bloquear blogs, síntese da liberação do pólo emissor, uma das rupturas potencializadas pela internet, é ocultar a participacão e criação dos usuários, seja lá qual for a natureza colaborativa.Uma ação ciberativista propõe lutar contra o bloqueio de blogs em escolas, faculdades e empresas. A campanha, fomentada pelo blog Informação Virtual, busca conscientizar os administradores das redes destes espaços para a relevância dos blogs para o conhecimento e diversão.
A idéia é escrever post sobre a temática e espalhar na rede, objetivando minimizar os bloqueios dos blogs e alertar sobre esta prática. Em tempo de “Web 2.0″, bloquear blogs, síntese da liberação do pólo emissor, uma das rupturas potencializadas pela internet, é ocultar a participacão e criação dos usuários, seja lá qual for a natureza colaborativa.
Rhanes